A tecnologia à serviço da educação

(Artigo)

Por Eduardo Desiderati Alves (Diretor de operações DDM )

O extraordinário desenvolvimento das tecnologias representa um dos mais relevantes sinais de progresso da humanidade e o seu uso pode ser para o bem ou para o mal, conforme os objetivos determinados pelos criadores dos equipamentos e sistemas.

Em todos os setores e nações, são notados maiores ou menores avanços conforme um conjunto de fatores que vão desde a existência de políticas públicas adequadas até a capacidade de absorção pela sociedade.

No campo da educação, o uso das tecnologias sempre auxiliou a disseminação do saber.

O primeiro grande instrumento foi o livro, que revolucionou os métodos de aprendizagem, possibilitando que pessoas pudessem absorver o saber a despeito da presença física dos detentores do conhecimento.

Séculos após, surgiram equipamentos como máquinas de escrever, de reprodução, de projeção, mapas, esferas geográficas e outros que vieram a facilitar mais ainda as atividades desenvolvidas por alunos e professores.

O rádio, que teve em seu início a missão de educar, foi usado para levar por intermédio de ondas sonoras os conteúdos e informações que serão importantes num mundo em transformação. Seguiu-se a televisão, que exerce até hoje um papel importante, ao lado de outros equipamentos que difundem em massa os fatos que possibilitam reflexão por parte dos educadores na condução de novas linhas comportamentais.

Mas, sem dúvida, a chegada dos computadores possibilitou uma nova revolução mediante um processo de massa graças à constante redução de seus custos.  Aliados a eles, os telefones móveis (antes pouco usados para educação) passaram a conjugar um binômio inseparável nos dias atuais.

As escolas não podem mais prescindir da tecnologia, sob pena de se verem estagnadas no século passado.

É importantíssimo que os professores saibam como usar as máquinas e, em especial, como conduzir o aprendizado num cenário muito diferente daquele de dez ou vinte anos atrás, quando a maioria se formou nas escolas normais ou nas faculdades de educação.

Os alunos, especialmente os do ensino infantil, fundamental e médio, já integram o quadro dos “nativos digitais”.  A pedagogia da tela é usada até mesmo na vida intrauterina, com o acompanhamento de sua evolução nas clínicas médicas.

O grande desafio é o de capacitar os profissionais da educação que estão em serviço para usar todo esse conjunto de oportunidades que se encontra à sua disposição. Na DDM, implementamos o Programa Permanente de Capacitação Profissional – PPCP, T&D treinamento e desenvolvimento em módulos como atendimento ao publico, tecnologia, processos internos etc.

O processo não é simples e eis que exige um extraordinário esforço pessoal – especialmente dos graduados já há algum tempo – e de recursos financeiros para arcar com a aquisição de computadores, sistemas operacionais, programas e acesso à internet.

Algumas escolas e sistemas de ensino municipais e estaduais vêm disponibilizando máquinas para que os docentes evoluam tecnologicamente, mas é preciso haver incentivos financeiros e disponibilização de tempo destinados ao novo saber.

Os alunos, por sua vez, especialmente os da educação básica, dominam facilmente os novos equipamentos e em muitas das oportunidades viram orientadores de seus próprios mestres.

Vivemos numa era da aprendizagem e não mais da instrução, ensino ou educação propriamente ditos.   Hoje todos aprendem com todos.  No passado, os mais experientes se julgavam donos do saber e impunham os conteúdos conforme suas verdades.